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terça-feira, 13 de julho de 2010

Os loucos do quarteirão

Num quarteirão existem os mais loucos e esses tipos podem apresentar sinais que os distinguem. A agitação é uma das características perceptíveis.

Os sintomas da agitação psicomotora são os seguintes: 1) – Insônia de vários dias, perda da capacidade de dormir. 2) – Humor irritável com exagero das manifestações agressivas a estímulos inofensivos. 3) – Angústia, “medo”, pavor e pânico. 4) - Regressão à etapas primitivas da organização psíquica, irracionalidade das atitudes. 5) - Conduta hiperativa, desorientada desmesurada, multiforme; falta de sentimento de cansaço e esforço; movimentação constante, como o de uma pessoa impaciente, que está num certo lugar à espera de algo e que ao mesmo tempo quer sair para fora. 6) – O enfermo experimenta uma imperiosa necessidade de movimentar-se; anda sem parar de um lado para outro apressado, irritado, aborrecido, como se tivesse preso num determinado limite e a procura de saída. 7) – Dificuldade de manter diálogo com predominância de monólogos incompreensíveis. 8) – Agressividade sujeita a impulsividade. 9) – Transtorno de consciência, com flutuação do nível da consciência, desorientação e em certos casos, estado confusional.

As pessoas dotadas de maior acuidade ou senso de observação podem notar que, em determinado doente mental do quarteirão, destacam-se alguns sintomas. Dentre eles a insônia de vários dias, perda da capacidade de dormir; o medo; a predominância de monólogos incompreensíveis e agressividade sujeita a impulsividade.

O delírio persecutório, de interpretação, e as confabulações são também facetas observáveis com facilidade nessa personalidade insana, acometida pela agitação psicomotora.

Sob surto os loucos do quarteirão desassossegam os vizinhos usando muito ruído, vibrações, fumaça e tinta automotiva. Além dos motins de rua, arruaças, podem atacar com paus, tijolos ou agredirem moralmente.



Obra consultada: Semiologia psiquiátrica.

Dra. Maria Levy.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A lengalenga alucinatória

Tanta maldade assim, só pode ser doença. É assim do nada: de repente instala-se o surto, uma espécie de curto-circuito e o tinhoso inicia a lengalenga alucinatória.

Conheço gente que só consegue pensar durante a fala. Isto é, o camarada para coordenar suas ações, revisar atitudes, e relembrar fatos passados só o faz durante os blablablás fastidiosos.

E para que isso ocorra é necessário haver alguém disposto a deixar suas orelhas à disposição. Tem gente que cobra por isso, fato que considero correto, normal.

Mas existe o tinhoso que abusando da insipiência da concubina e do analfabetismo dos enteados, corrompe-lhes a alma durante horas, nas quais destila o seu mau humor doentio.

Só depois de bem cansado e ter notado o quanto encheu a paciência dos parentes próximos, o tal paciente demonstra certo comedimento.

Para a existência desse tipo de personalidade são necessários alguns elementos indispensáveis. Em primeiro lugar é preciso haver um local que transmita segurança. Depois uma relação afetiva que produza a tensão nervosa característica desse tipo de afecção. O terceiro elemento é o analfabetismo que mantém os sujeitos na ignorância bem como os obnubila com as crendices e superstições Em seguida o quarto elemento seria a presença constante de drogas euforizantes tipo álcool, maconha e crack. Logo depois o quinto elemento: a ociosidade, sustentada por pensões alimentícias, pagas pelos pais biológicos das crianças em poder do demente.

Pronto. Você está diante de uma bomba relógio prestes a causar dolorosas experiências morais e físicas nas suas vítimas, nas pessoas do entorno.

Para os religiosos, esse tipo danoso não deixa de ser uma criatura de Deus, que não estaria com Deus. Mas por que essa gente não estaria com Deus? Porque Deus é amor, e as atitudes efetivadas por esses indivíduos caracterizariam crueldades irrefreáveis.

Para os psiquiatras o exemplar que tem atitudes sádicas, possue baixa auto-estima, desmerece os demais, passa a maior parte do tempo hostilizando, e demonstra ausência de remorso é psicopata; isto é, portador de afecções mentais perigosas para ele mesmo, para os parentes mais próximos e vizinhos. Para agredir fisicamente ele tanto pode usar tijolos, o espancamento ou estressar com ruídos e intoxicações por tinta spray.






segunda-feira, 1 de março de 2010

Crianças Unidas

Era mesmo esquisito o Augusto. Ele não gostava de sentir as emoções; dizia que ficaria louco. Por isso evitava ver as cenas de romance na TV, ouvir as músicas que tocavam fundo a alma das pessoas e orgulhava-se de ser um cara bem rude.

Os familiares diziam que Augusto era macho, muito macho, machão mesmo. E macho, meu amigo, você sabe: não pode chorar, não pode sentir afeto por alguém e, não pode expressar sentimentos de carinho.

Macho que é macho, segundo Augusto, era o sujeito que pegava no braço de um indigente, caído na calçada, e gritando com ele, o xingava de vagabundo, ordinário, mandando-o dormir num outro local.

Augusto achava que homem que era homem, não poderia, de jeito nenhum, deixar cair o elmo da dureza, da firmeza, permitindo-se possuir por sentimentos de gratidão ou reconhecimento.

O machão era autoritário, mandava sempre, não ouvia seus subordinados. Àqueles que ousassem discordar das suas palavras ele sentenciava: “vai se matar”.

O super, hiper, mega macho achava que botando medo naquelas pessoas que dele dependiam, fariam-nas dóceis aos seus comandos. Ele não deixava que ninguém lesse gibis, ouvisse programas de rádio ou assistisse TV.

Augusto era o mandão, o líder que aterrorizava, impunha a ordem pela violência moral, pela estupidez, e rudeza. O sujeito, sempre mal humorado, vivia no tempo em que os navios eram movidos a velas.

Para provar que era invencível ele inventava fatos, provocava às escondidas, mentia e enganava. Numa ocasião, objetivando reforçar a ideia de que não era fêmea, ele se aproximou de um vizinho e ofendeu-o com palavras de baixo calão. Quando o cara reagiu, Augusto o agrediu com um chute no peito, derrubando-o no meio da rua.

Em casa, no meio da molecada ele se vangloriava: “Viu só a voadora que eu dei nele?”

Boquiabertos os moleques punham-se quietos, temerosos dos seres demonizados por Augusto. Esse era o governo do supermacho que quando ficasse velho, seria tratado do mesmo jeito usado para controlar aquelas crianças.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Marrons" atacam brasileiros no Suriname

Um grupo de 100 arruaceiros quilombolas conhecidos como marrons atacou, na noite de 24 de dezembro, 80 garimpeiros brasileiros que viviam em Albina, cidade de 10 mil habitantes, no Suriname. A agressão deixou 14 feridos sendo que sete em estado grave.
Segundo informações da embaixada brasileira, o ataque foi uma retaliação pela morte de um marrom, causada por brasileiro, na mesma noite do dia 24. O garimpeiro do Brasil, que teria praticado o homicídio, encontra-se foragido e a justificativa para o cometimento do crime foi a de que a vítima humilhava os brasileiros moradores no local.
De acordo com a embaixada, os brasileiros nômades, que vivem em Albina morando em barracas de plástico, trabalham ilegalmente no garimpo do ouro e, permanecem clandestinamente no país.
O embaixador José Luis Machado e Costa informou ter havido um ataque brutal aos brasileiros por parte dos quilombolas que estupraram mulheres, feriram muita gente com facões, e destruíram propriedades relacionadas às vítimas.
Depois das agressões as autoridades surinamesas levaram, em dois ônibus, 81 brasileiros para a capital Paramaribo. Os que não se feriram hospedaram-se em hotéis e aproximadamente 30 serão ouvidos pela polícia.
O Suriname é um pais de aproximadamente 500 mil habitantes, sendo que os brasileiros que habitam o local chegam a 18 mil. O Ministério das Relações Exteriores enviou um avião da FAB para resgatar as vítimas.