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sábado, 20 de agosto de 2011

Câmara de Vereadores Cassa o Mandato de Hélio




                                           O prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos (PDT) perdeu o mandato popular que recebera nas últimas eleições, por decisão de trinta e dois vereadores da Câmara Municipal.
                    A sessão de impeachment transcorreu durante a madrugada do dia 20 de agosto e o prefeito, contra o qual foram provadas as acusações de omissão e improbidade administrativa, teve só um voto a seu favor.
                    Tudo começou com a denúncia de um ex-presidente da SANASA que mostrou ilegalidades nos processos licitatórios para a contratação de empresas fornecedoras de produtos e serviços à autarquia.
                    O denunciante afirmava que a esposa do prefeito, a Sra. Roseli Nassim Santos escolhia a seu bel prazer, as entidades que fariam parceria com o órgão estatal. Segundo o informante, o critério usado pela primeira dama, seria o percentual pago a ela, pelos participantes das concorrências.
                    O Ministério Público provou também que o prefeito campineiro ratificava projetos de loteamentos que estavam em desacordo com a legislação reguladora da matéria.
                    Logo em seguida novas denúncias demonstraram infrações à legislação reguladora da instalação de antenas de telefonia celular na cidade.
                    O ato legislativo destituidor do mandato do prefeito será publicado no Diário Oficial do Município nesta terça-feira (23).
                    Assumirá o cargo o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT).

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Campinas: prossegue o processo de impeachment do prefeito





                                 Um fato político inédito acontece em Campinas. A Câmara de Vereadores, com base nas provas colhidas pelo Ministério Público, pede o impeachment do prefeito Hélio de Oliveira Santos.
                    As provas se referem a irregularidades nas licitações para a aquisição de material e prestação de serviços à SANASA, uma autarquia municipal, aprovações ilegais de loteamentos e também ilegalidades cometidas na instalação de antenas de telefonia celular, na cidade.
                    As alegações do senhor prefeito limitam-se às afirmativas de que desconhecia os fatos dissonantes. Nada mais.
                    Por isso o legislativo campineiro prossegue com o processo político e hoje (19) transcorre o segundo dia de leitura das mais de mil páginas do processo de cassação.
                    Ontem houve um certo desentendimento entre um dos advogados do senhor prefeito e o presidente da Câmara Municipal. O bate-boca teria ocorrido em decorrência do encaminhamento de um requerimento elaborado pela defesa.
                    O documento se referia à gravação do diálogo entre um advogado e um vereador, no qual se versava sobre a hipotética intenção do acusado em agraciar os componentes do legislativo, caso votassem a seu favor.
                    Do embate entre a defesa do prefeito e a presidência da câmara, resultou na retirada do defensor, depois que lhe mostraram o local do protocolo.
                    Hoje prosseguem os trabalhos com a leitura das peças processuais que alicerçam o pedido de cassação.
                    Segundo informações circulantes ontem, cerca de 92 manifestantes contrários à permanência do prefeito Hélio de Oliveira Santos no cargo, transitavam pela câmara municipal e arredores, trajando coletes onde se lia “Fora Hélio”.