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sábado, 3 de dezembro de 2011

A Carranca



Geralmente a cara feia significa fome
                Do arsenal inibitório utilizado por um grupo opressor, de um bairro periférico, pode constar o mau olhado.
       A carranca lembra repreensão, castigos físicos dolorosos e estes, constrangimento.
       Então se o professor encara reiterada, silenciosa e ameaçadoramente o aluno adolescente, durante todo o transcorrer das aulas, esperando-o na porta, durante as saídas, produzirá nele uma situação revivida na entrada ou saída do menor no seu lar, quando houver a presença de alguém, da vizinhança, defronte a própria porta.
       É violência moral pura, praticada em defesa de privilégios ou favores recebidos de forma injusta, quiçá até por tráfico de influência.
       Seria ótimo se os responsáveis pelos deficientes, ao invés de reprimir ou tentar sufocá-los, se propusessem a educá-los corretamente, evangelizando-os, humanizando-os, tornando-os mais sociáveis e dóceis ao trato com as demais pessoas do quarteirão.
       A ignorância, a estupidez e a crueldade têm limites. E elas passam a ser puníveis quando tentam suprimir direitos constitucionais.
       Só não se sensibilizam os que confundem as coisas de tal forma que tornam impossível o apaziguamento.
       Creio que sejam mais passíveis de confusão aqueles que exercem atividades bem distintas umas das outras.
        Se o sujeito é um feirante, proprietário de banca num mercado municipal, leciona num colégio, e também advoga, poderá, em determinado momento da sua vida, cometer atos condenáveis tanto numa quanto nas outras atividades.

Mudando de assunto:
Você se lembra daqueles passeios que aconteciam no famoso Corcel II, 1980, verde?
Relembre os momentos que muitas vezes começavam durante o anoitecer e só terminavam com a volta, ao alvorecer.

 

Conheça, por apenas R$34,01 a história de Luísa Fernanda, Célio Justinho e muitos outros, lendo MODERAÇÃO.

sábado, 26 de junho de 2010

O tempo da remissão

Há um tempo para tudo, inclusive o perdão. Imagine você, meu amigo, o estresse vivenciado pelo ser atingido impiedosamente por alguém que, à distância dispara lá do alto.

A vítima não tem escolha. Não existe abrigo que a livre dos projéteis zunidores. À sua direita vê a parede com uma porta fechada; à frente e na retaguarda, caminhos desconhecidos; como sair pela esquerda se é de lá que vem a saraivada?

Dos ferimentos emerge brilhante o sangue, mesmo assim o tirano impiedoso continua a despachar chumbo. O sacrificado só tem para descanso os momentos necessários ao municiamento.

De nada servem os clamores de quem assiste ao espetáculo terrível. A porta velha fechada, do lugar abandonado, onde só as erva daninhas vicejam, impede a salvação.

Para que tanta judiaria?

Quando o motor dos mecanismos punidores é a “insignificância” do punido, vê-se o desequilíbrio no senso julgador.

Não gozaria de harmonia emocional aquele que se dispusesse a continuar exarando feridas na alma já lacerada.

Se para os pais, a dor do filicídio involuntário é a pena cruel e insana, por que agravá-la ainda mais com as chibatadas excedentes?

Aquele que um dia, lá da sacada do seu quarto, fez voejar o chumbo, sabe que as posições se invertem.

Quem perdoa será também perdoado.



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