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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Independência ou Morte



              Quando os caciques ou os coronéis de um determinado lugar se apoderam do poder político e econômico, travam de certa forma, a participação popular no processo, tornando-a deficiente.
             O uso dos jornais, rádios, TVs, e revistas contribuem para a formação da opinião pública que daria o respaldo à manutenção dessas oligarquias no poder por décadas e décadas a fio.
             O fascínio exercido pela conjugação das mídias é tão importante que de certa maneira, acaba fazendo com que haja algo parecido com a uniformização do pensamento.
             Então assim, aparentemente sem mais nem menos, começamos a pensar à semelhança deles, valorar as soluções deles e a minimizar os problemas da mesma forma com que eles o fazem.
             Essa dialética possibilita a exclusão de muitos, não porque queiram, mas porque são forçados a isso e desta forma marginalizados.  
             Veja que é a manifestação popular por meio dos sindicatos, partidos políticos e mídias que torna possível para um povo, traçar o seu próprio destino.
             Essa participação possibilitaria aos que estão do lado de fora, à margem do sistema, o influir no processo democrático, o libertar-se do jugo, com a apresentação de propostas diversas das dos chamados incluídos de longa data.
             O surgimento das novas tecnologias possibilitou o florescer da oportunidade para a realização das mudanças na existência nacional, que são imprescindíveis. É o momento da independência.
             A terra grita pela vida, todos nós por direitos.
      

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Manobras ingênuas

                         Tive a honra de advogar por mais de vinte anos na comarca de Piracicaba. Durante esse tempo todo, pleiteando a justiça para os meus constituintes, nunca fui vítima de qualquer ato desabonador que pudesse ter sido praticado por juízes, promotores, e escrivães do poder Judiciário.
             Quem milita nessa área sabe que a competição, exacerbada pelo litígio, é imensa, podendo chegar a níveis insuportáveis de estresse.
             É claro que, por ser formado por homens, e como tal passíveis de enganos, o judiciário não deixa de ter alguns casos de venalidade.
             Entretanto essa não é a situação majoritária da instituição. Tenho comigo que a grande maioria dos ocupantes dos cargos de magistrados, serventuários, e promotores, é formada por gente íntegra, de moral elevado e comportamento ético exigível para a função.
             Nesse meio de pendengas, (o lugar é o de confrontos) a pressão social é terrível. As partes envolvidas, seus advogados, os juízes, os promotores e os serventuários, todos, estariam sujeitos às influências sociais exercidas na defesa dos interesses em disputa.  
              Mesmo assim os aplicadores do direito sabem discernir o que é justo e o injusto, o que está conforme a lei e o que está em desacordo com ela, proporcionando dessa forma, com atuação isenta, o equilíbrio social, a pacificação.
             São raros os casos, mas quando os responsáveis pela observância das normas deixa-se levar por ação de integrantes do legislativo ou do executivo, corrompe-se o princípio sagrado do direito, da equidade. E mesmo que as promessas de compensações futuras sejam clamadas aos quatro ventos, a marca da atuação corrosiva será indelével.
             Erros do poder executivo tal como o de transformar, por decreto, o regime de milhares de servidores municipais celetistas em estatutários, podem ser corrigidos em julgamento competente. Dessa forma as verbas componentes dos salários, como os descontos para o FGTS e INSS, poderiam voltar – mesmo depois de dois anos sem recolhimento - a ser depositados na conta do trabalhador.
             Os praticantes do tráfico de influência, não raras vezes, são deficientes também na estratégia política. Manobras ingênuas podem provocar exatamente o oposto dos objetivos colimados pelos inábeis políticos.
             Se esses senhores fossem generais no comando das tropas, mobilizadas em defesa do pais, seus habitantes estariam irremediavelmente perdidos.  
            

terça-feira, 22 de junho de 2010

Assassinos Atacam Novamente

Os leitores dos blogs http://laranjanews.blog.terra.com.br, http://httpoficina.blog.terra.com.br http://barbatana.blog.terra.com.br podem ter notado que depois de muitos anos no ar, com uma seleção de links de jornais, revistas, e dezena de outros componentes do seu formato original, os referidos veículos surgem agora sem esses acessórios.

Essa ocorrência independeu da vontade do responsável por eles.

A pergunta é: a quem interessaria essa “poda”? Os deputados federal (PSDB) e estadual (PPS), dessa bendita cidade, bem como seu prefeito (PSDB) estariam mais confortados sem os links dos blogs mencionados?

Não teriam, esses senhores, a capacidade para manter outros blogs que contestassem as afirmações publicadas que não lhes agradam?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Os Latidos da Cadela

Imagine experienciar uma quizumba num bairro de periferia de cidade pequena. Ciente de que você tem direitos a serem preservados, dirige-se rápido a delegacia de polícia.

Então pensando que com as providências da autoridade policial, a situação se acalme ao seu redor, depois de cumpridas todas as formalidades que lhe cabem, tenta esquecer o caso.

Mas veja que situação: ao invés de arrefecer os estados de espírito belicosos você nota que tudo ficou pior, os ânimos se exaltaram mais ainda.

Chega o momento em que você acha que não deveria ter ido à delegacia de polícia. E como entender que as pessoas investidas nas funções de funcionários públicos, possam agir em desacordo com o direito? Como explicar isso?

Você já ouviu falar em tráfico de influência? Pois é. Numa cidade pequena, onde quase todas as pessoas se conhecem, num auê entre vizinhos, um vereador, deputado estadual ou deputado federal podem solicitar à autoridade policial, favores em benefício de alguém, e detrimento dos direitos de outrem.

Entende?

Então numa desinteligência acontecida entre vizinhos, por causa da omissão de impedir os latidos incessantes de uma cadela, a vítima pode, ao dirigir-se à repartição policial, encontrar lá um clima completamente desfavorável.

Esse é o que se chama de tráfico covarde de influência. Esse crime pode ser praticado com o abuso do poder econômico. Ou seja, o tal vizinho meliante, que por ter entre os seus amigos gerentes bancários, acha que pode mandar e desmandar num bairro, passando inclusive sobre os direitos fundamentais das outras pessoas.

Esse tipo de comportamento injusto favorece a descrença nas autoridades, nas leis, e faz com que a vítima seja atingida na sua auto-estima.

E você acha que as injustiças e as lesões aos direitos das pessoas param por ai? Nada disso. Depois de ser “trucidada” num departamento policial, a vítima pode ainda ser denegrida no Fórum, nas casas comerciais do bairro, bancos, igrejas e por ai vai.

Quem conhece os mentirosos sabe que para manter uma mentira o fulano tem que contar outra mentira. E para defender suas posições deve mentir, mentir e mentir cada vez mais.

Isso acontece até o momento em que “a casa cai”, ou em que toda a verdade vem à tona.

Com a injustiça é a mesma coisa. Para defender os bens e a posição injusta, o indivíduo precisa seguir em frente praticando outra e outra injustiça, até o momento em que tudo se volta contra ele mesmo.

O ressarcimento financeiro, cremos nós, cessaria esse círculo vicioso maligno. Pelo menos mudaria o sentido do cenário.

AVISO: Os blogs
 e outros integrantes da rede estão, no momento, bloqueados e não podem ser atualizados.


quarta-feira, 5 de maio de 2010

A Ressurreição dos Mortos

Todo ódio, toda a inveja, toda a ignorância, toda a crueldade e toda a estupidez suscitadas por seu desejo de ser sacerdote, profeta e rei, caíram sobre Ele crucificando-o.

Todo o desprezo, toda a desconsideração, toda maledicência, violência, incompreensão, analfabetismo e burrice foram compensados pelos sofrimentos causados pela coroa de espinhos, pelos cravos nas mãos e nos pés.

Toda a miséria, pobreza de espírito, xingamentos e covardia desapareceram ante os estertores daquela paixão.

A ressurreição dos mortos, pela bondade de Deus, possue a eficácia originadora dos mesmos milagres. Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo.


sábado, 3 de abril de 2010

O que você entende por trabalho?

Se o leitor acha que trabalhar é única e exclusivamente levantar-se pela manhã, e logo em seguida sair para cumprir suas obrigações no banco ou no meio da papelada do escritoriozinho de contabilidade, está muito enganado.

Existem outras formas de trabalho além dessas. E a nossa capacidade limitada para compreender isso, nos autorizaria a dizer que todas as pessoas, que não fazem essas coisas, seriam vagabundas.

É essa ignorância, esse estreitamento de consciência, a responsável também pela disseminação de boatos e maledicências sobre as pessoas de quem não gostamos nos bares, cartórios, bancos, igrejas, sindicatos e no próprio bairro.

Não é porque temos o dinheiro sobrando que abusaremos da vizinhança, maltratando-a com os latidos irrefreáveis e diuturnos do Poodle neurótico.

Não é porque temos a posse de alguma fortuna que podemos invadir a privacidade alheia, atormentando os do entorno, com as repetições obsessivas das músicas queridas.

Afinal, não sabemos, nem imaginamos saber, se as pessoas que de nós se acercam, o fazem por gostarem de nós ou do nosso dinheiro.

Quando covardemente espancamos alguém não pensamos nas consequencias. Sabemos que temos ao nosso lado a concubina e a filha, que nos reforçam, mas nos esquecemos que a violência física, apesar do nosso dinheiro todo, pode nos comprometer.

E acreditem, não é corrompendo as pessoas que vivem ao lado da vítima que nos livraremos da culpa. De nada adianta subornar os amigos daquele que sofre por causa da tirania do contabilista meliante.

Se o vadio não se entender diretamente com a pessoa a quem causou tanto mal, de pouca valia será presentear os conhecidos do ofendido.
A timidez precisaria dar lugar à coragem de se aproximar e desculpar-se. Aliás, coragem não é atributo do sujeito que só age ou se solta em grupo.