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domingo, 28 de novembro de 2010

Falta muito ainda

Os resquícios das ações criminosas ainda fumegam. Duramente atingida por forças que praticamente a desagregou, a organização do tráfico diluiu-se, mas não desapareceu.

Ocultos, sempre ocultos, os bandidos ainda agem buscando a manutenção do comportamento antissocial. A sociedade, por meio das forças garantidoras da ordem, fez ver que as instituições estão fortes o suficiente para garantir a defesa própria.

O desapossamento de todos os bens adquiridos com a prática das atitudes ilícitas deve ser amplo, geral e irrestrito, a fim de que consolide a noção verdadeira de que o crime não compensa mesmo.

As vítimas dos traficantes, tanto consumidores quanto os beneficiários diretos dos lucros ilícitos, careceriam de atenção por parte das instituições oficiais dos governos, ou até mesmo as reprimendas previstas na lei.

Essa loucura inconsequente, que muita vez recebeu amparo oficial e até mesmo passou por tentativas de adestramento, a fim de que pudesse adequar-se às boas normas da convivência pacífica, mostra a todo o momento, que não consegue integrar-se civilizadamente.

O estado não pode viver perpetuamente contemporizando ações ilícitas, “passando a mão na cabeça” de gente ruim.

A partir do momento em que o cidadão obtém a consciência de que suas atitudes são lesivas ao bem comum e, não faz nada para modificar-se, está sujeito sim às consequências da violação da lei.

A paz só virá com a derrota total das forças corrompedoras da coesão social, harmonia e segurança do cidadão de bem.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Polícia ocupa a Vila Cruzeiro

A polícia encarregada da manutenção da lei e da ordem no Rio de Janeiro, com o reforço de blindados cedidos pela marinha, conseguiu ocupar ontem a Vila Cruzeiro.

As forças policiais, nessa operação de guerra, forçaram a retirada dos traficantes que se refugiaram no Complexo do Alemão, região vizinha.

A extirpação desse “tumor intestinal” garante, a princípio, a impressão de que os incêndios de ônibus, automóveis, motos e caminhões cessem de uma vez.

O fechamento das bocas de fumo, locais de onde provinham a maioria dos malefícios aos cidadãos de bem, pode por ora, satisfazer a carência de paz que grassou na urbe.

Ainda hoje, forças federais representadas pelo exército brasileiro, reforçarão os contingentes que ocupam os territórios, antes dominados pelos meliantes.

O tráfico na Vila Cruzeiro se fortaleceu a partir de 1997 quando a polícia não conseguiu manter suas posições, sendo obrigada a se retirar.

Em consequência disso o comércio ilegal de drogas “engordou” de tal forma, expandindo seus malefícios às demais regiões vizinhas, que somente essa verdadeira “cirurgia de redução de estômago” pôde refrear.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Os Latidos da Cadela

Imagine experienciar uma quizumba num bairro de periferia de cidade pequena. Ciente de que você tem direitos a serem preservados, dirige-se rápido a delegacia de polícia.

Então pensando que com as providências da autoridade policial, a situação se acalme ao seu redor, depois de cumpridas todas as formalidades que lhe cabem, tenta esquecer o caso.

Mas veja que situação: ao invés de arrefecer os estados de espírito belicosos você nota que tudo ficou pior, os ânimos se exaltaram mais ainda.

Chega o momento em que você acha que não deveria ter ido à delegacia de polícia. E como entender que as pessoas investidas nas funções de funcionários públicos, possam agir em desacordo com o direito? Como explicar isso?

Você já ouviu falar em tráfico de influência? Pois é. Numa cidade pequena, onde quase todas as pessoas se conhecem, num auê entre vizinhos, um vereador, deputado estadual ou deputado federal podem solicitar à autoridade policial, favores em benefício de alguém, e detrimento dos direitos de outrem.

Entende?

Então numa desinteligência acontecida entre vizinhos, por causa da omissão de impedir os latidos incessantes de uma cadela, a vítima pode, ao dirigir-se à repartição policial, encontrar lá um clima completamente desfavorável.

Esse é o que se chama de tráfico covarde de influência. Esse crime pode ser praticado com o abuso do poder econômico. Ou seja, o tal vizinho meliante, que por ter entre os seus amigos gerentes bancários, acha que pode mandar e desmandar num bairro, passando inclusive sobre os direitos fundamentais das outras pessoas.

Esse tipo de comportamento injusto favorece a descrença nas autoridades, nas leis, e faz com que a vítima seja atingida na sua auto-estima.

E você acha que as injustiças e as lesões aos direitos das pessoas param por ai? Nada disso. Depois de ser “trucidada” num departamento policial, a vítima pode ainda ser denegrida no Fórum, nas casas comerciais do bairro, bancos, igrejas e por ai vai.

Quem conhece os mentirosos sabe que para manter uma mentira o fulano tem que contar outra mentira. E para defender suas posições deve mentir, mentir e mentir cada vez mais.

Isso acontece até o momento em que “a casa cai”, ou em que toda a verdade vem à tona.

Com a injustiça é a mesma coisa. Para defender os bens e a posição injusta, o indivíduo precisa seguir em frente praticando outra e outra injustiça, até o momento em que tudo se volta contra ele mesmo.

O ressarcimento financeiro, cremos nós, cessaria esse círculo vicioso maligno. Pelo menos mudaria o sentido do cenário.

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