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sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Ruptura







                                               A moça loura olhava atentamente para o céu, onde atados nas asas-deltas, alguns aventureiros destemidos, se arriscavam em busca das emoções mais fortes.

                    O tédio lhe embaraçava o espírito; o pulsar da vida clamava por renovação, ressurgimento, revigoramento do ânimo, das forças.

                    Ela caminhava só pelo calçadão. Nos pés o par de tênis de marca sofisticada, meias brancas, short preto, camiseta verde e uma viseira vermelha, sobre os cabelos, - compunham o vestuário simples, mas revelador de bom gosto.

                    Os voos das asas-deltas, em círculos largos, imitavam o planar dos urubus, aproveitadores das correntes ascendentes. Havia uma dezena delas pontilhando o céu naquele momento.  

                    A jovem tentou imaginar como seriam a visão e os sons naquelas alturas. Ali ao rés do chão, máquinas furiosas passavam céleres, irradiando ruídos tenebrosos e estressantes.

                    Limpando as gotículas de suor que lhe escorriam pelo rosto, sentindo as dores causadas pelo esforço físico, a jovem mulher fixou o olhar num voo irregular, serpenteante de uma asa azul e amarela. Ela descia muito rápido, parecendo sem controle.

                    Ao passar sobre as árvores, os postes de iluminação pública e toda a fiação elétrica do local, o piloto e seu aparelho, caíram sobre o telhado de um sobrado da esquina.

                    A queda foi tão violenta que o piloto e parte do equipamento, feito de tubos metálicos e tecido, atravessaram as telhas e o forro velho, da construção antiga.

                    Durante o corre-corre que se formou, a moça pode estar ao lado do piloto. Em meio aos escombros, à poeira, sangue e muita dor, o acidentado, pedindo ajuda, estendeu-lhe a mão. Ela condoeu-se, chorou, e a segurou; confortando-o viu quando ele se desligou da realidade.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O mazute que sufoca

Para quem não sabe o mazute é um óleo grosso, viscoso, obtido como resíduo da destilação do petróleo bruto.

O uso dessa substância nos motores a Diesel, degrada o meio ambiente e a saúde das pessoas. O mazute é um dos responsáveis diretos pelo aquecimento global. De fato, a queima desse material na superfície terrestre, induz o aquecimento da atmosfera. O aumento da temperatura do ar leva ao derretimento das calotas polares e as imensas camadas de gelo se lliquefazem.

Do estado líquido aquelas águas todas, que foram gelo, transformam-se, pela incidência dos raios solares, em vapor formador das nuvens.

A grande quantidade de chuva, que se observa nesses tempos, pode-se atribuir à precipitação da águas vindas dos polos que encharcam os morros, provocando deslizamentos, mortes, inundando as cidades e destruindo tudo.

O agravamento dos problemas respiratórios deve-se também ao mazute, que rouba a saúde cardiovascular, principalmente das crianças. Não é rara a existência de cidades com déficit no setor de saúde pública. Nesses casos o atendimento à população é ineficiente.

Pode-se perceber a presença desse elemento, nocivo à saúde humana, nos centros das grandes cidades. O mazute queimado gruda na pele, irrita os olhos, pode causar problemas nas cordas vocais, bem como desfavorece a recuperação dos portadores de câncer.

A presença dos vapores do mazute maligno pode ser notada nas ruas onde há grande circulação de veículos. Certamente os portadores de afecções respiratórias só tem a perder com esse produto.


O mazute presente no ar, principalmente dos centros das cidades, furta a saúde das pessoas, podendo levar muitos às internações hospitalares.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Eurídes Brito devolverá o dinheiro?

A deputada Eurídes Brito entra na sala falando, caminha três passos para a frente, volta para trás, confirma se a porta está realmente fechada e aproxima-se da mesa de Durval Barbosa, que, com a mão esquerda deposita um fardo de dinheiro diante da política. Ela apanha a propina com a mão direita, abre o ziper da bolsa e a coloca dentro. Logo em seguida essa legítima representante do povo brasileiro sinaliza que vai sair, mas volta sentando-se na cadeira defronte a mesa de Durval. Eles murmuram as palavras, talvez com medo de quem estivesse do lado de fora pudesse ouvir. A deputada Eurídes Brito devolverá o dinheiro que não lhe pertence?

Eurídes Brito diz que "O Senhor" é que lhe dá tanta força para suportar essas mentiras todas