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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dilma Consolida o Sistema Único de Assistência Social

Dilma no Palácio do Planalto.
               Foto::site dilma.com.br



A presidenta Dilma Rousseff sancionou ontem (06/07), no Palácio do Planalto, o projeto de lei que determina a organização da assistência social e consolida o Sistema Único de Assistência Social (SUAS). É um importante passo para o plano Brasil sem Miséria, que pretende tirar 16 milhões de pessoas da pobreza extrema.

O SUAS garante o direito à assistência e proteção às famílias e pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social. O sistema tem adesão de 99,5% dos municípios.

Com coordenação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e gestão dos municípios, Estados e Distrito Federal, o SUAS foi criado em 15 de julho de 2005 e receberá fiscalização dos conselhos de assistência social, integrados por representantes dos governos e sociedade civil.

Visita a Rondônia

Ontem, a presidenta Dilma concedeu entrevistas a emissoras de rádio em Rondônia e afirmou que o governo federal manterá um pacote de obras para o estado. Ela esteve no canteiro de obras da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira.

Dilma destacou a importância do estado como sendo “uma fronteira agrícola com maior potencial de desenvolvimento do Brasil” e assinalou os investimentos de R$ 554 milhões para obras de saneamento e tratamento de água e esgotos na capital rondoniense.


sábado, 7 de agosto de 2010

Os ovos de tucano

Os eleitores do senhor professor doutor Barjas Negri (PSDB) estão com um sorriso de orelha a orelha. E isso acontece em virtude de estar liderando as pesquisas, de preferência para a presidência da República, a candidata do PT Dilma Rousseff.

Esses fenômenos ocorrem por haver a crença de que quando a presidência da República está sob o comando dos adversários políticos, tanto o governo do estado quanto a prefeitura municipal de Piracicaba, terão dirigentes tucanos ou aliados.

O traço inconteste que ressalta o governo do PSDB, por tanto tempo seguido nesta cidade, é a priorização das construções que levam concreto.

Então o eleitor percebe a construção de duas ou três pontes, a mexida no traçado original da praça central, o esfalfamento de ruas já calçadas, e a intenção de construir um presídio para mais de 600 condenados.

Enquanto isso o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo reprova, seguidas vezes, as contas da administração, por deficiência de aplicação dos recursos federais na educação das crianças piracicabanas.

Por outro lado são gritantes as reportagens tanto dos canais locais de TV, quanto dos jornais, sobre o padecimento do eleitor mais pobre, quando necessita do atendimento nos postos públicos de saúde.

As atitudes autoritárias, distantes, arrogantes e zombeteiras, próprias dos velhos coronéis, viciados em poder, são notáveis nesse grupelho bicudo, que se incrustou nas lides burocráticas do executivo e legislativo há tanto tempo.

Seria exagero dizer que Piracicaba tem governo que faz só para os mais abastados? Não, não é exagero afirmar isso, na medida em que o eleitor percebe serem as ações tucanas dirigidas a quem tem automóvel.

Negociando a vinda de uma montadora sul-coreana de automóveis para a cidade, desejaria dizer o tal governo penado, que a vida confortável, sem esse complemento industrial, já não seria mais possível.

De certa forma, não deixaria de ter razão o tal partido plumoso; entretanto caberia, com certa urgência, saber organizar o atendimento público nas repartições destinadas a cuidar da saúde do eleitor.

É bom que não se esqueçam da educação: gente civilizada gosta.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Irritando Luisa Fernanda

Luisa Fernanda experienciava momentos difíceis naquele já distante princípio de janeiro. Diziam as más línguas que o banco em que ela trabalhava demitiria muita gente e que ela, considerada funcionária inábil, seria uma das que estavam na lista das demissões.

O estado emocional disfórico predominante na Luisa Fernanda contaminava os que viviam ao seu redor e por isso mesmo, naquela manhã de segunda-feira, Célio Justinho, ao notar os resmungos da parceira, achou melhor não dar-lhe um bom dia com aquele entusiasmo característico de quem tivera uma boa noite de sono.

Justinho lembrou-se que Luisa Fernanda tentava descontar no filho do barbeiro vizinho, os dissabores sofridos com a figura maligna. Realmente na noite passada a mulher, com identidade falsa, passara algumas horas na Internet dialogando com o menino.

Célio Justinho achava que Luisa Fernanda procurava atormentar o garoto para que ele brigasse dentro de casa, punindo dessa forma, o barbeiro malvado.

- Não vai comprar o pão e o leite hoje? - perguntou bastante tensa Luisa Fernanda ao Célio que, depois de escovar os dentes, ligara a TV.

Por ser o Célio dependente da Luísa Fernanda, fazia ele tudo o que ela mandava. E mal pudera acomodar-se para ver os telejornais matutinos, quando sentira os maus humores da mulher que o faziam mexer-se.

- Vai vagabundo, faça alguma coisa! Você pensa que minha vida lá no banco é fácil? Retardado mental! Faz dois mil anos que tenta tocar o hino do Corinthians e não consegue! Nem pra isso você presta!

Já passava das oito da manhã quando Célio entrou no bar do Maçarico. Num canto Virgulão, o homem que vendera de uma só vez, duzentas e sessenta e quatro máquinas de escrever pra Prefeitura de Tupinambicas da Linhas e que gostava de tocar cavaquinho pra periquito engaiolado ouvir, bebericava da sua segunda garrafa de cerveja.

Célio Justinho ao pegar os pães, embalando-os viu que também entrava no recinto o Van Grogue. Foi então que Virgulão disparou:

- Van Grogue carrapato de capivara tuberculosa; pó de bosta de urubu catinguento; coprofágico inaugural da maior cidade do estado de São Tupinambos. É verdade que você é adepto da coprofagia?

Van de Oliveira já estava atordoado e não pudera evitar o abalo maior que lhe produziu a detonação daquelas palavras.

Van Grogue aprumou-se, tirou um cigarro do maço e, com gesto exagerado, com a mão direita pediu o seu produto preferido. Então ele se voltou para Virgulão e se defendeu:

- Isso tudo não passa de brutalidade dessa gente incompetente. São pessoas paranóides; elas têm delírios de referência; são incapazes de fazer qualquer coisa. Essa turma só sabe falar mal de quem faz. Eles não conseguem produzir nada e por isso inventam essas grosserias pra desqualificar quem provoca a inveja neles. As indelicadezas são ditas pra desmerecer a quem sabe fazer.

Virgulão riu e convidou Grogue para sentar-se ao seu lado.

Célio Justinho pagando o pão e o leite que pegara, saiu apressado. Ele tinha que chegar rápido em casa, antes que esquecesse o que ouvira. Ele precisava contar logo pra Luisa Fernanda que Van Grogue era mesmo um besouro coprófago.









quarta-feira, 12 de maio de 2010

Os pênaltis da democracia

As eleições se aproximam e aqui neste interior do Estado de São Paulo, principalmente em Piracicaba, quem não demonstrar afeto pelo PSDB pode sofrer muitas decepções.

Você sabe muito bem que o presidente Luis Inácio Lula da Silva tem demonstrado simpatia por governos autoritários como os de Hugo Chaves, Evo Morales e Mahmoud Ahmadinejad.

Sabe também que tais regimes afrontam a tal democracia norte-americana e que por isso, em tese, o Brasil estaria no mesmo caminho, caso o governo federal permaneça sob a liderança do PT.

Então tudo o que significaria a tal “liberdade” da suposta “terra das oportunidades”, inclusive os meios de comunicação social, estariam empenhados hoje, na demolição do que poderia representar perigo contra aqueles princípios.

As opiniões contrárias ao estilo de vida norte-americano, à sua base de sustentação que é o consumo, estariam fadadas ao desaparecimento promovido, por ações solapadoras semelhantes aos pênaltis bem covardes.

Que se cuidem as rádios, os tablóides, sites, blogs e simpatizantes de todo estilo de vida que não seja o ditado pelo Tio Sam. Os blogs http://laranjanews.blog.terra.com.br, http://monitornews.blog.terra.com.br,

http://barbatana.blog.terra.com.br, http://httpoficina.blog.terra.com.br já não conseguem publicar opiniões por motivos alheios às suas vontades.

Certa indústria automotiva, bancos e rede de televisão, arregimentando evangélicos, e outras denominações religiosas, cerrariam fileiras junto ao candidato à presidência da república José Serra do PSDB.

Não se descartaria a hipótese de ser da responsabilidade dessas pessoas, as atuais agressões contra alguns padres da igreja católica.

Piracicaba ainda está nas mãos dos velhos coronéis truculentos, difíceis de entenderem as opiniões contrárias. Dos esquemas deles pode até constar a doação de esmolas, de roupas usadas, mas não os de facilitar a vida do cidadão, com as ofertas decentes de trabalho.


sábado, 10 de abril de 2010

O Gole Generoso

Mariel Ardeu Demorais na tarde de quinta-feira entrou já bastante cansado, no bar do Bafão pra comprar o seu costumeiro maço de cigarros. Assim que o recebeu leu a tarja “CIGARRO PROVOCA IMPOTÊNCIA SEXUAL”. No mesmo instante devolveu-o perguntando:

- Você não pode trocar este por aquele que PROVOCA SÓ CÂNCER?

Bafão considerou as altas taxas de pinga contidas naquele corpo, evidenciadas pelo olhar zonzo, rosto afogueado e pés inchados, como as motivadoras dos disparates. Mas mesmo assim respondeu:

- Já está mais do que na hora de você encomendar o espírito. O corpo já foi. É ou não é, Mariel?

- Ah, deixa disso, mano! Trabalho o dia inteiro naquela oficina e quando vou refrescar a goela tenho que ouvir essas loucuras? Ora, faça-me o favor. Ocê sabe que se eu só fumasse corria o risco de ficar doente. Mas não. Ocê não vê que eu gosto de tomar muita cerveja? É isso que me livra a cara.

- Hum... Tá bom. Vai querer pinga antes da cerveja? – no mesmo instante em que falava Bafão asseava o tampo do balcão com uma toalha branca.

- Bota o de costume.

Bafão percebeu que Mariel estava irritado. Talvez o serviço na oficina não estivesse muito agradável. As cobranças eram constantes e o esperado retorno financeiro não se mostrava à altura de produzir a satisfação plena.

- Você não ficou sabendo o que aconteceu com o Van Grogue? – perguntou Bafão, ao servir o freguês com a pinga.

- Faz tempo que não vejo o Grogue. Por onde anda aquela desgraça?

Bafão tirou da geladeira uma garrafa geladíssima de cerveja, abriu-a a vista do consumidor e ao ajeitar um copo limpo ao lado da vasilha, continuou:

- Van Grogue esteve trabalhando como colocador de carpetes. Foi por isso que não apareceu mais por estas bandas. Dizem que está ganhando muito dinheiro.

- Ele esteve lá na oficina, no mês passado. Reclamou do barulho, mas depois foi embora. A turma diz que ele voltou a beber. Será verdade?

Bafão respondeu:

- Olha, que eu saiba, o Grogue nunca parou de beber. Foi o pessoal que deixou de ver ele encharcando a cara. Disseram que um dia ele estava tão louco, mas tão louco de vontade de fumar, que depois de ter colado o carpete na sala do Cidão Boyola, viu uma elevação que se destacava bem perto do meio. Ele achou que era o maço de cigarros que havia esquecido ali. Com preguiça de refazer o serviço, ele simplesmente pegou o martelo e amassou, à pancadas, o calombo. Bom, quando já se preparava pra ir embora, a mulher do Cidão Boyola apareceu trazendo o maço de cigarros dele, - do Grogue - esquecido em cima da mesa da cozinha. Depois que Van o guardou no bolso, a mulher lhe perguntou se não tinha visto o filhote de gato que viera para a sala. Ocê acha que o Grogue teve a coragem de responder que tinha visto o filhote de gato?

- Eu acho esse Van Grogue um tremendo chato. Dizem que ficou amigo do Jarbas. É verdade? – Mariel demonstrava, já com a voz embargada, interesse inusitado em saber algo a mais sobre o famoso pinguço de Tupinambicas das Linhas.

Bafão emendou criticando:

- Imagine que o Grogue fez amizade com o Jarbas! É mais fácil uma vaca voar! Depois que a seita maligna do pavão-louco, a serviço do prefeito caquético testudo, “sujou a água” dele na cidade, o Grogue tem medo até de ir à praça ao entardecer. Ocê sabe muito bem Mariel: gato escaldado tem medo de água fria.

- Pois eu acho que fez muito bem esse prefeito! – enquanto falava Mariel Ardeu segurava o copo de cerveja suspenso diante dos olhos – Tinha mais é que dar uma sova nesse cara sujo.

Aquietadas as emoções, depois da ingesta de mais um gole generoso da cerveja que já não estava tão fria assim, Mariel Ardeu Demorais pôde ver a beldade loura que entrava no recinto. Era Luisa Fernanda, a gerente que tentava “há séculos”, tocar de orelhada o hino do Corinthians naquele seu teclado vetusto.

Rebolando aquela sua bundinha flácida Luisa disse categórica:

- Seu Bafão, me embrulha, por favor, 360 gramas de mortadela da boa. Mas olha: é da boa, hein! Não quero enganação.

- Sim, senhora. É pra já. – Respondeu Bafão solícito.

Notando que o silêncio do ambiente o incomodava Mariel Ardeu estendeu a mão em direção à mulher dizendo:

- Olá, como vai dona Luisa? E a greve já acabou?

Luisa Fernanda afastando-se do homem, como alguém que se afasta de um cão fedorento, murmurou algo parecido com “o que é isso?”, mas disse em voz alta:

- Não ponha a mão em mim!

Sem impedir a vazão dos sentimentos horríveis que lhe bagunçaram a alma naquele momento, Mariel Ardeu de Morais disse às costas de Luisa Fernanda enquanto ela saia carregando o embrulho.

- Vai ficar louca!

Bafão anotando o débito na conta da freguesa, nem deu tanta importância ao fato. Sabia que aquilo era ainda o reflexo da quizumba antiga, havida entre aqueles pobres “cachorros pequenos”.