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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Passeando de Charrete



                Na maioria das cidades do interior não existe aquela agitação típica dos grandes centros urbanos. Geralmente todas as pessoas se conhecem e a vida transcorre com mais tranquilidade.
       Não é raro você encontrar pelo caminho, quando passeia pelos arredores da urbe pequena, pessoas trafegando com veículos tracionados pela força animal.
       É comum você se deparar com alguns cavaleiros, gente que se desloca em carroças e também com charretes.
       Apesar da enorme facilidade para a aquisição de motocicletas e automóveis, ainda há muitas pessoas que não deixam, de jeito nenhum, aqueles hábitos aprendidos na mais tenra infância.
       Talvez esse apego, às coisas dos primeiros anos, ocorra também pela certeza de que recordar é viver. E quem não gosta de rememorar as coisas gostosas daquele tempo em que ainda dávamos os primeiros passos, não é verdade?
       Mas é claro, existem os que não teriam mesmo outra alternativa. Na periferia da cidade pequena há quem tenha mais facilidade em usar charretes do que, por exemplo, a bicicleta, a moto ou até mesmo um automóvel antigo.
       No campo as habitações são mais amplas, arejadas e a aglomeração das pessoas, num mesmo ambiente, pode não ser tão nociva como é nos bairros da periferia.

Curta o vídeo.  

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dane-se a Pressa



O catador de papelão Tonho
parece dormir entre os varais da sua carroça
                   Tonho, o catador de papelão ai da foto, parece cochilar depois de um dia inteiro recolhendo material reciclável. A labuta é difícil e começa bem cedo, quando ele e a companheira Lourdes saem para o serviço.
                A parte mais penosa do trabalho é a de puxar a carrocinha cheia. Enquanto a camarada percorre as cercanias, amealhando jornais velhos, caixas de papelão e latinhas de alumínio, Tonho permanece estancado, na sombra de alguma árvore. Às vezes o tempo em que ele fica inativo na posição, à espera, faz com que adormeça entre os varais do veículo.
                O catador de papéis Tonho e a parceira, que circulam diariamente pela vizinhança, moram no bairro Vila Independência, e na casa deles as crianças e adolescentes, de certa forma, agitam o ambiente.
                “Dane-se a pressa” diria o homem que parece não se importar com os cães e a imprudência de motoristas alcoolizados que trafegariam pelas vias.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O Pote



                          “Eu precisava mesmo ver você de perto, sentir o seu perfume o seu hálito, o calor da tua pele, tocar os seus cabelos. Mas você sabe como é... a turma queria fazer antes o serviço lá no campus da escola, e eu não pude falar não. Eles já tinham tudo preparado. Bastava só uma banana e os limites estariam estilhaçados. Nos reunimos naquela noite anterior ao dia  do pagamento dos professores e funcionários. A gente tinha de chegar ao caixa eletrônico no máximo até um dia após o depósito dos salários. No boteco, a gente não falava muito sobre o assunto. Já estava todo mundo inteirado. A gente ia chegar e mandar ver, sem dó. Eu tinha comigo um fuzil e uma P 40; os manos portavam uma metralhadora cada um. O carro que “fizemos” dois dias antes, já estava com placas frias. O tanque cheio; a gente só esperava o tempo passar. Naquela agonia da espera eu só pensava em você. Eu me lembrava da tarde em que você, ao chutar uma bola, lançou também o sapato que acertou o nosso cachorro. O coitado, assustado, quase caiu na piscina. Num domingo à tarde, você estava maravilhosa de roupão branco, testando vestidos para ir ao teatro à noite ver aquela peça. Eu nunca gostei desse negócio de teatro, mas você gostava... Os teus olhos verdes me fascinam. Fico doidinho. Me faz lembrar do mar, da água salgada, do sol, da cerveja, do bate papo divertido. Enfim... Saimos do mocó no momento certo. Só um detalhe me chamou a atenção: foi quando ao virarmos a esquina, daquela rua que leva à entrada do campus, notei um pote assim, deixado na sarjeta. Achei esquisito, estranho, mas os manos não se ligaram na parada. Fomos em frente. Chegamos ao caixa e detonamos o ambiente. Foi tudo meio rápido. O lugar ficou bem quente e empoeirado. Lembro que os tiras chegaram de surpresa. Era só bala que voava pra todo lado. Foi triste, muito triste. Quando você vem me visitar?”

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Chupa-Cabras Tupinambiquense

Donizete Pimenta, o besouro rola-bosta tupinambiquense foi durante algum tempo considerado o chupa-cabras da região. Já lhes contei algumas passagens dessa figura, mas não custa nada mostrar-lhes o que de inusitado tem ainda a tal personagem.

O sujeito era aparentado de Gabrielzinho, o babá sonso, que por ser muito vagabundo, dizia preferir cuidar das crianças, ao invés de trabalhar na prefeitura, feito gente grande.

As suspeitas de que Pimenta também seria um pedófilo, desejoso de se aproveitar das filhas da atual amásia, foram substituídas pela certeza de que o “chupa-cabras” queria mesmo esperar que elas crescessem para então, livre de qualquer possibilidade de acusação, que pudesse enquadrá-lo entre os abusadores de crianças, compensar o tempo que perdera esperando-as crescer.

Na verdade Donizete Pimenta e Gabrielzinho tinham algo que os unia: a tara por crianças. Ambos desempregados chegaram a pensar em fazer, num barracão, que fora propriedade do Charles Bronchon, uma creche onde poderiam dar vazão às doenças que os acometia.

Os crimes praticados por Donizete Pimenta e Gabrielzinho eram do conhecimento das autoridades do município, mas por alguma falha burocrática, os castigos ainda não tinham se concretizado.

Por terem sido gerados por pais irmãos entre si, vieram à luz, tanto Gabrielzinho como Donizete Pimenta, com deformações genéticas perceptíveis nesse tipo de comportamento aberrante.

A própria amásia de Donizete Pimenta também era fruto de cruzamentos consanguíneos, razão pela qual a descendência toda era condenada à demência.

Os altos índices de imbecilidade e idiotia, existentes em Tupinambicas das Linhas, tinham como causa principal o cruzamento entre parentes.

Então era comum ver muita gente babenta puxando carroças pelas ruas sujas da cidade abandonada.

Diziam as más línguas que até mesmo o prefeito da cidade conhecido como Jarbas, o caquético testudo, tinha ascendência consanguínea. Isto é, que seus pais eram parentes entre si. Isso justificaria a calamidade que se transformou a sua administração.

domingo, 27 de junho de 2010

Valendo-se dos meios escusos

Depois de um longo tempo em que deixaram José Serra sozinho, chegou enfim o momento no qual alguém deveria se apresentar para ocupar a vaga de vice.

Na minha opinião quem mais se identifica com o PSDB é o ex-deputado Roberto Jefferson do PTB. A bagagem política que o forma é bem característica da ideologia dessa coligação.

A experiência política do senador Álvaro Dias, convocado para o posto, está longe da apresentada no currículo do doutor Roberto.

Os eleitores do PSDB só têm a agradecer por tamanho acerto na escolha. Afinal, depois de um longo tempo com o PT em Brasília, nada como voltar ao corriqueiro.

Quem desejaria aquela espécie de “reinado” petista, semelhante ao do “imperador” Hugo Chaves na Venezuela?

Eu particularmente me abstenho de votar no PSDB. Sofri na pele, na carne, as consequências dessa política equivocada desenvolvida aqui em Piracicaba.

Valem-se dos meios escusos para conseguir os intentos. As safadezas são muitas, tantas que, em determinados momentos, dá vergonha dizer-se piracicabano. Talvez cometam tantos erros por ignorância.

Entretanto, com o devido respeito, a ignorância da lei não exime a culpa.

Quem não se lembra dos escândalos licitatórios? Quem não se recorda das induções aos erros, dos engodos, promovidos pela ânsia louca de permanecer no poder?

Vale tudo pra defender o uísque das crianças: até meter nas meias, cuecas, bolsas e bolsos as pacas e mais pacas de dinheiro destinado aos cidadãos.

Da mesma forma que o sujeito acena uma cenoura vistosa diante do burro, fazendo-o puxar a carroça, não seria enganoso dizer que acenam, aos ingênuos, com concursos públicos e a satisfação das quimeras novelescas, mobilizando-os a os elevarem aos mais profícuos cargos provedores.


Aviso: o blog



http://laranjanews.blog.terra.com.br deixa de publicar momentaneamente os links de jornais, revistas, blogs e outros, na capa por motivos de ordem técnica.





terça-feira, 18 de maio de 2010

Quem fala o que quer, lê o que não deseja

Quem fala o que quer, pode ler o que não deseja. Então é por isso que devemos ter muito cuidado com as palavras que proferimos, principalmente na rua.

E não é só na rua, não. Saibamos que vivemos em comunidade e que os vizinhos merecem respeito. Que a nossa antipatia não se transforme em palavras maldosas diuturnas, pois elas podem cristalizar-se em algo que não aprovaremos depois.

Todos precisam de consideração. Até o pior retardado da rua pode muito bem viver sem que o lembrem do seu estado. Mas não é mesmo verdade?

Por que é que você precisa passar todas as horas dos seus dias, das suas noites e madrugadas, falando que o sujeito é ladrão de Chevette e que joga pedras nos outros?

Mas não é mesmo desagradável ficar repetindo e repetindo, por cima dos muros, que o fulano catava papelão nas ruas e que agora ganhou na loteria e não precisa mais desse trabalho?

Então que tenhamos um pouco de sossego. Se necessário for recorramos aos médicos que podem nos acalmar os ânimos exaltados e confortar-nos com a sua boa arte.

Para tudo na vida tem um jeito bom. O conforto pessoal é importante para manter a saúde da mente e do corpo. Se não temos isso devemos buscar onde acharemos.

E depois tem mais, viu? Não é só o nosso conforto que pode estar comprometido. O nosso mau humor contagia as pessoas em volta, principalmente as crianças.

Portanto é salutar que possamos buscar ajuda de profissionais especializados. Isso fará bem não só para nós mesmos como para todos os que nos amam e nos rodeiam.

Que possamos então por um freio em nossa língua, sabendo que todas as pessoas que amamos não merecem presenciar, por tanto tempo, tamanho mau humor que não vai resolver nossos problemas.

A distimia tem tratamento. E que isso seja salutar para todos os familiares envolvidos.






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